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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

10 de Novembro de 2010

Hoje é dia 11, mas o titulo tá como 10, porque minha vida mudou novamente a partir de ontem, ontem eu vim para o hospital, no qual eu TRATAVA de leucemia há oito anos, oito anos, porque quando eu tinha oito anos de idade eu descobri que estava com leucemia, fiz um tratamento de dois anos e seis meses, me curei, e tive alta de todos os medicamentos, apos um ano e oito meses apos o fim do meu primeiro tratamento, eu já estava com 13 anos, estava na 7ª série, e descobrimos novamente que eu estava doente, ai começou NOVAMENTE AQUELA luta com quimioterapia, só que desta vez um porem, eu precisava de um Doador de Medula Óssea pois é durante quase dois anos há procura por um doador compatível comigo no banco de medula óssea (isso, pra quem não conhece eu explico o que é em outro post!).. Em janeiro de 2009 foi encontrado um doador 100% compatível comigo, era uma mulher, de 33 anos, dos EUA tinha 3 filhos, bom era só isso que eu sabia dela ! Então sabendo que ela era quase minha IRMÃ ia ser realizado o meu transplante, quando na semana da minha internação minha médica recebe o comunicado dos pesquisadores de registros nacionais e internacionais, que a minha doadora teria retirado o seu registro do banco, o que invalidaria a realização do meu transplante, bom ENFIM continuei meu tratamento com força e terminei em janeiro deste ano com 100% de cura tive alta, parei com TODOS os medicamentos. Este ano foi o primeiro ano que eu pude ir corretamente à escola, eu tive uma vida como uma adolescente comum fui para a praia, sai, dancei, sorri, chorei, briguei, beijei, amei, odiei.. Tudo que uma menina de 16 anos faz até ONTEM ;/ a uma semana eu estava me sentindo um pouco indisposta, com um diagnostico de depressão, estava tomando anti-depressivos, mas algumas alterações nos meus exames de rotina de sangue, estava deixando todos preocupados, foi ai que ONTEM minha médica, aqui do GRENDACC (grupo em defesa da criança com câncer) resolveu colher um mielograma, um exame no qual investiga todas as células da medula óssea, ele é colhido com uma punção de agulha *uma agulha especial* do osso da bacia, perto das nadegas. Ela quis fazer esse exame só para descartar a hipótese de uma SEGUNDA recidiva (é assim que eles chamam quando a doença volta após a primeira vez.) pois eu estou com a minha garganta inflamada, um pouco gripada, poderia ser por isso as alterações nos exames sanguíneos. O exame foi realizado ontem de manha as 9 e meia da manhã, eu estava dormindo por conta dos medicamentos, quando acordei já era tarde acho que era umas duas e meia da tarde, quando perguntei pela minha mãe que não estava no quarto, e me informaram que ela estava conversando com os médicos, a médica veio até o meu quarto, e não precisou que ela falasse nada, para eu apenas pergunta VOCÊ VEIO ME DAR A NOTICIA RUIM? e ela respondeu com uma pergunta A RESPOSTA QUE VOCÊ JÁ SABIA NÉ BELA ? (pois eu já sentia algo de errado comigo e eu já afirmava não ser psicológico e sim que eu estaria novamente doente). Pois é eu estou com leucemia NOVAMENTE pela TERCEIRA vez çç' estou muito acabada psicologicamente, estou confusa, com medo, a minha ficha ainda não caiu, vou ter que passar tudo de novo, o que um dia eu já passei, é fácil falarem "-VOCÊ TIRA DE LETRA !" se eu tirasse de letra pode ter certeza que não escolheria tirar de letra um situação dessa, e que experiências como estas não me faz ser mais ou menos capaz, me perguntam "VOCÊ ESTÁ BEM ?" minha resposta :"- SIM" como gostaria de responder:" TIRANDO O FATO DE QUE ESTOU NOVAMENTE COM LEUCEMIA, COM MEDO, VOU TER QUE FAZER QUIMIOTERÁPIA, SOFRER, FICAR FEIA, ACABADA, LARGAR A ESCOLA, PARAR DE SAIR, PARAR DE FAZER O QUE GOSTO DE FAZER ABRIR MÃO DE ALGUMAS COISAS EM PLENA ADOLESCENCIA AOS 16 ANOS ACHO QUE ESTÁ TUDO BEM :D" deu pra perceber como está sendo pra mim? Não né, porque ninguém está sentindo o que eu estou.

Dia 11/11/10 CONTINUA...

sábado, 5 de junho de 2010

A vida, bem mais do que se sabe.


Pra que pedir que tudo melhore, quando podemos ver que tudo está como queremos? Aqueles dias conturbados, as horas que demoravam a passar, parar e pensar que talvez fosse o fim não seria a melhor solução naquele momento. Uma menina que sonhava em ser sempre mais, com sonhos planejados, após dois anos e seis meses de luta pelo que ainda não sabia ser tão precioso, é barrada pelo fato de ter que escolher entre sua vida, ou interrompe-la ali mesmo. Foi tudo em um momento não muito esperado, quando pensava que tudo estava nos conformes, apesar de já pressentir que algo não estava como realmente queria. Foi uma manhã tensa, e estressante, querendo acordar de um pesadelo, mesmo sabendo que teria que saber lidar com o inesperado. No momento em que foi avisada do que passaria pela segunda vez, viu seus dias menores, e inalcançáveis com o passar dos dias. Aquela primeira semana foi muito cautelosa, sua família lhe passando a força, mesmo que ela ainda não estivesse ali presente em nenhum de seus familiares e amigos. Foi em um leito de hospital, sedada pelos medicamentos, com uma punção de agulha que a médica lhe aplicava em busca do verdadeiro resultado de seu exame. Foi naquele momento que foi dito a mãe da garota, que talvez o sofrimento que ela passaria, pudesse ser evitado pelo fato de não agüentar os dois longos e sofridos meses de tratamento quimioterápico. Sim, foi neste exame que foi lhe detectado a volta da Leucemia na vida da adolescente de apenas 13 anos, uma doença que impede as células de defesa do organismo a se desenvolver, impossibilitando o organismo de defender-se de víros ou bactérias, deixando-a mais vulnerável a infecções graves. Sua mãe não querendo ouvir o que a médica lhe dizia naquele momento inoportuno, ignorou dizendo que a vida de sua filha era bem mais que dois meses de sofrimento pela quimioterapia, quando o que se almejava era sua vida interia começando alí naquele mesmo quarto de hospital a correr contra o tempo, e esperar passar aqueles curtos, mas porem longos meses, pois sua mãe sempre dizia, que equanto houver uma única chance de esperança e vida, esta seria delas. (continua)