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sábado, 5 de junho de 2010

A vida, bem mais do que se sabe.


Pra que pedir que tudo melhore, quando podemos ver que tudo está como queremos? Aqueles dias conturbados, as horas que demoravam a passar, parar e pensar que talvez fosse o fim não seria a melhor solução naquele momento. Uma menina que sonhava em ser sempre mais, com sonhos planejados, após dois anos e seis meses de luta pelo que ainda não sabia ser tão precioso, é barrada pelo fato de ter que escolher entre sua vida, ou interrompe-la ali mesmo. Foi tudo em um momento não muito esperado, quando pensava que tudo estava nos conformes, apesar de já pressentir que algo não estava como realmente queria. Foi uma manhã tensa, e estressante, querendo acordar de um pesadelo, mesmo sabendo que teria que saber lidar com o inesperado. No momento em que foi avisada do que passaria pela segunda vez, viu seus dias menores, e inalcançáveis com o passar dos dias. Aquela primeira semana foi muito cautelosa, sua família lhe passando a força, mesmo que ela ainda não estivesse ali presente em nenhum de seus familiares e amigos. Foi em um leito de hospital, sedada pelos medicamentos, com uma punção de agulha que a médica lhe aplicava em busca do verdadeiro resultado de seu exame. Foi naquele momento que foi dito a mãe da garota, que talvez o sofrimento que ela passaria, pudesse ser evitado pelo fato de não agüentar os dois longos e sofridos meses de tratamento quimioterápico. Sim, foi neste exame que foi lhe detectado a volta da Leucemia na vida da adolescente de apenas 13 anos, uma doença que impede as células de defesa do organismo a se desenvolver, impossibilitando o organismo de defender-se de víros ou bactérias, deixando-a mais vulnerável a infecções graves. Sua mãe não querendo ouvir o que a médica lhe dizia naquele momento inoportuno, ignorou dizendo que a vida de sua filha era bem mais que dois meses de sofrimento pela quimioterapia, quando o que se almejava era sua vida interia começando alí naquele mesmo quarto de hospital a correr contra o tempo, e esperar passar aqueles curtos, mas porem longos meses, pois sua mãe sempre dizia, que equanto houver uma única chance de esperança e vida, esta seria delas. (continua)

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